Uma operação deflagrada nesta quinta-feira, 5 de novembro, resultou na prisão de dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em furtos a caixas eletrônicos em Mato Grosso.
Batizada de Círculo Vicioso, a ação busca desarticular um grupo que, segundo a Polícia Civil, atuava de maneira organizada e mantinha conexões com criminosos de outros estados.
Além das prisões, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou medidas de acesso a dados eletrônicos, quebra de sigilo bancário e bloqueio de recursos financeiros.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam equipamentos para arrombar caixas eletrônicos instalados em estabelecimentos comerciais e instituições financeiras de Cuiabá e Várzea Grande.
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Uma das técnicas investigadas envolvia o uso de ferramentas térmicas para acessar os equipamentos. A polícia também identificou indícios de lavagem de cédulas manchadas por dispositivos de segurança.
De acordo com os investigadores, parte do dinheiro obtido nos crimes era distribuída entre integrantes do grupo e terceiros por meio de depósitos bancários.
A apuração revelou conexões com suspeitos residentes em Santa Catarina, além de possíveis vínculos com ocorrências anteriores no Rio de Janeiro e em Alagoas.
As medidas judiciais incluem bloqueios financeiros de aproximadamente R$ 240 mil, relacionados a prejuízos identificados em quatro furtos investigados.
Para comerciantes e consumidores, ataques a caixas eletrônicos representam mais do que prejuízos materiais. Essas ocorrências podem provocar insegurança e comprometer o acesso a serviços bancários em locais de grande circulação.
A investigação deverá esclarecer a participação individual de cada suspeito, a origem dos recursos movimentados e a possível existência de outros crimes relacionados ao grupo.
As prisões e as suspeitas apresentadas não representam condenação definitiva. Os investigados têm direito à defesa e à análise judicial das provas.
A Polícia Civil deverá continuar examinando os materiais apreendidos para identificar eventuais participantes e aprofundar o rastreamento financeiro.