A Polícia Federal identificou uma complexa estrutura de movimentação patrimonial durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (4). Segundo a investigação, o esquema envolvia dinheiro em espécie, imóveis de alto valor, empresas e aeronaves particulares.
As informações constam na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão.
De acordo com a representação da Polícia Federal, pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros e estruturas empresariais teriam sido utilizadas, em tese, para ocultar a origem e o destino dos recursos investigados.
A apuração busca esclarecer a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.
Segundo a decisão, o patrimônio analisado vai além das movimentações bancárias e inclui imóveis urbanos e rurais, empresas, aeronaves e outros bens de alto valor que, conforme a hipótese investigativa, poderiam ter sido utilizados para administrar e movimentar recursos ligados ao esquema.
A investigação também aponta indícios do uso de dinheiro em espécie. Conforme a decisão, foram encontrados registros internos que fariam referência a pagamentos em dinheiro vivo e ao controle de valores fora do sistema financeiro tradicional, elementos considerados importantes para aprofundar as diligências.