A temperatura média da superfície dos oceanos atingiu um novo recorde global e aumentou a preocupação de pesquisadores sobre os efeitos do Super El Niño previsto para os próximos meses.
A média diária chegou a 21,1°C, superando marcas anteriores registradas desde o início das medições modernas.
O dado chama ainda mais atenção porque o recorde aconteceu em agosto, época em que normalmente a temperatura média global dos oceanos não atinge seus maiores níveis.
Pesquisadores associam o cenário à combinação entre o aquecimento global e o desenvolvimento de um evento de El Niño de intensidade excepcional.
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Oceanos mais quentes podem aumentar a quantidade de energia e umidade disponível na atmosfera.
Na prática, isso pode favorecer ondas de calor mais intensas, chuvas extremas, estiagens prolongadas e alterações importantes nos padrões climáticos.
Para o Brasil, um El Niño muito intenso pode ter consequências distintas conforme a região, afetando desde a agricultura até o volume de chuvas, temperaturas e disponibilidade de água.
A evolução do fenômeno será acompanhada durante os próximos meses por centros meteorológicos de diferentes países.