CentroesteNews
15/06/2025
Uma mulher foi presa nesta sexta-feira (13), no bairro Porto, em Cuiabá, suspeita de praticar zoofilia e maus-tratos contra cães e gatos. De acordo com informações da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), além dos abusos, ela é acusada de matar os animais e gravar vídeos das práticas criminosas.
Segundo relatos de protetores de animais, a suspeita adotava cães e gatos com a falsa promessa de cuidar, mas, na verdade, os animais eram submetidos a tortura, abusos sexuais e, em muitos casos, acabavam mortos. Os ativistas afirmam ainda que as imagens desses atos eram comercializadas.
Durante o cumprimento de mandado na residência da mulher, os policiais encontraram diversos sacos de ração para gatos, mas nenhum felino foi localizado no local. Também foi apreendido um lençol com manchas de sangue. As investigações resultaram na localização do corpo de um gato que havia sido adotado recentemente pela suspeita.
O caso começou a ser investigado após denúncia feita pela presidente de uma ONG de proteção animal de Cuiabá, na quarta-feira (11). Ela informou que um casal havia adotado um gato na entidade e firmado verbalmente um termo de responsabilidade, comprometendo-se a informar regularmente sobre o estado do animal. No entanto, após a adoção, o casal deixou de prestar informações e não foi mais localizado, nem pelas redes sociais nem por telefone.
A denúncia foi reforçada após a ONG receber relatos de outros protetores, que também afirmaram que o casal adotava animais de diferentes grupos de proteção e, posteriormente, sumia sem dar notícias sobre o destino dos bichos. A própria presidente da ONG informou ter sido ameaçada verbalmente pela suspeita após cobrar informações.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma protetora detalhando que a mulher já praticava esses crimes há algum tempo. Na gravação, ela aparece com uma cadelinha preta, ainda filhote, que teria sido resgatada e seria uma das próximas vítimas.
De acordo com informações de ativistas, o casal se infiltrava em vários grupos de doação de animais para conseguir acesso às adoções. A Polícia Civil segue as investigações para localizar outro suspeito citado na denúncia, que não foi encontrado durante a operação.
A mulher foi encaminhada para a sede da Dema, onde permanece detida à disposição da Justiça. O caso causou grande repercussão e revolta nas redes sociais e entre defensores da causa animal, que cobram punição rigorosa.