Uma ação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de aproximadamente 150 quilos de drogas e na condução de cinco suspeitos na madrugada desta sexta-feira (6), na rodovia MT-343, entre os municípios de Porto Estrela e Barra do Bugres, em Mato Grosso.
A ocorrência foi registrada por volta de 1h, durante a Operação Faro/Protetor das Divisas e Fronteiras. As equipes abordaram dois veículos, um Hyundai HB20 e um Chevrolet Onix Plus, considerados suspeitos durante o patrulhamento.
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“A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ao defender o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), o parlamentar classificou a situação como muito ruim e destacou a importância da atuação dos órgãos responsáveis, além do acompanhamento da imprensa, para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades. “Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências, eu falo em nome do parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou Max. O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas. A Operação A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal (PF), com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE, Sérgio Ricardo de Almeida, além de outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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Durante as buscas nos automóveis, os agentes localizaram seis sacos com diferentes tipos de entorpecentes nos porta-malas. Ao todo, foram apreendidos 150 quilos de substâncias identificadas preliminarmente como cocaína, pasta base, maconha, skank e haxixe.
Entre os materiais recolhidos estavam:
9 quilos de cloridrato de cocaína;
12 quilos de pasta base de cocaína;
100 quilos de maconha;
20 quilos de skank, conhecido como supermaconha;
10 quilos de haxixe.
Quatro homens e uma mulher foram conduzidos à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Cáceres, juntamente com os entorpecentes e os veículos apreendidos, para as providências legais.
Prejuízo estimado ao crime chega a R$ 979 mil
Além das drogas, foram apreendidos um Hyundai HB20 branco, ano 2022/2023, e um Chevrolet Onix Plus Joy Black prata, ano 2021/2021.
Segundo a estimativa apresentada pelas forças de segurança, o valor total dos materiais e veículos apreendidos chega a R$ 979,3 mil. Desse montante, R$ 825 mil correspondem ao valor atribuído aos entorpecentes e R$ 128,3 mil aos automóveis. Também foi registrado o valor de R$ 225 mil na relação de apreensões, embora não esteja especificado a que item ele corresponde.
A operação contou com a participação do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), da Defron, da 12ª Companhia Independente da Polícia Militar de Barra do Bugres, do Núcleo da Polícia Militar de Porto Estrela, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.
O caso foi registrado e encaminhado à Defron, que deverá dar andamento aos procedimentos legais e à investigação. Os suspeitos permanecem sujeitos à apuração dos fatos, com respeito ao princípio da presunção de inocência.