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O câncer de próstata foi responsável por 18.469 mortes no Brasil em 2025, uma média superior a 50 óbitos por dia. O número representa um aumento de aproximadamente 20% em comparação com 2017, quando foram registrados cerca de 15,4 mil falecimentos pela doença.

Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) durante a campanha Novembro Azul, que busca ampliar a conscientização sobre a saúde masculina e a prevenção do câncer de próstata.

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Um dos principais desafios apontados pelos especialistas é que a doença costuma evoluir sem apresentar sinais nas fases iniciais. Isso significa que muitos homens podem ter o tumor sem perceber alterações no organismo, o que reforça a importância do acompanhamento médico.

Segundo a SBU, quando identificado precocemente, o câncer de próstata pode apresentar chances de cura de até 90%, dependendo das características do tumor e das condições de saúde do paciente.

Sintomas podem aparecer em fases mais avançadas

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Quando surgem, os sinais da doença podem incluir sangue na urina ou no sêmen, aumento da frequência urinária, redução da força do jato de urina e dificuldade para urinar. Em situações mais avançadas, também podem ocorrer dores nos ossos e outros problemas relacionados à evolução do tumor.

De acordo com a supervisora da Disciplina de Câncer de Próstata da SBU, Bárbara Melão, aproximadamente 79% das mortes registradas em 2025 ocorreram entre homens com 70 anos ou mais.

A especialista também destaca a importância de iniciar a avaliação médica antes das faixas etárias em que a mortalidade é mais elevada. Estudos sobre rastreamento apontam benefícios associados à investigação mais precoce, especialmente entre homens de 50 a 55 anos.

Quando procurar avaliação médica?

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para avaliar individualmente a necessidade de investigação da doença.

Para pessoas com maior risco, a orientação é antecipar essa avaliação para os 45 anos. Nesse grupo estão homens com histórico familiar de câncer de próstata, especialmente entre parentes próximos, homens negros e pessoas com obesidade.

A investigação pode incluir o exame de sangue PSA, que mede a quantidade de antígeno prostático específico, e o toque retal, utilizado para avaliar possíveis alterações na próstata.

A indicação dos exames deve considerar idade, histórico familiar, fatores de risco e condições individuais, em conversa com um profissional de saúde. A ausência de sintomas não significa que a doença esteja descartada.

A campanha Novembro Azul reforça que o cuidado com a saúde masculina deve acontecer durante todo o ano, e não apenas quando aparecem sinais de alguma doença.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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