CentroesteNews
19/11/2025
Marrocos, um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2030, enfrenta críticas crescentes após organizações internacionais denunciarem a eliminação em massa de cães de rua em cidades turísticas. Grupos de proteção animal afirmam que autoridades estariam removendo ou matando animais como forma de “limpar” a imagem urbana e reduzir possíveis riscos aos visitantes.
Segundo as denúncias, os métodos utilizados seriam extremamente cruéis, incluindo envenenamento e tiros. Ativistas relatam que algumas cidades teriam acelerado essas ações com a aproximação do megaevento esportivo, aumentando ainda mais a preocupação global.
O governo marroquino nega qualquer política de extermínio e afirma manter programas de captura, castração, vacinação e devolução dos animais às ruas. No entanto, defensores contestam essa versão e alegam que, na prática, as ações humanitárias não são aplicadas de forma consistente.
Outro ponto alarmante é um projeto de lei em análise que pode restringir o cuidado de animais errantes e permitir intervenções mais severas. Para protetores, a proposta pode oficializar práticas já denunciadas há anos.
A pressão internacional cresce enquanto ativistas pedem que o país adote medidas transparentes, éticas e humanitárias no tratamento dos cães de rua, especialmente diante da visibilidade global da Copa de 2030.