O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um novo foco da doença de Newcastle em uma propriedade avícola de Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina. A ocorrência foi identificada durante uma operação de vigilância intensificada realizada na região, que já estava submetida a medidas de emergência sanitária após a confirmação de um primeiro caso.
O novo foco está localizado dentro da área de restrição estabelecida depois da ocorrência registrada em Nova Itaberaba, também no Oeste catarinense. Segundo o Mapa, a proximidade entre as duas propriedades fez com que fosse necessário apenas um pequeno ajuste no perímetro de restrição, que continua sob monitoramento das autoridades sanitárias. (Serviços e Informações do Brasil)
Após a confirmação do vírus, o Serviço Veterinário Oficial iniciou os protocolos previstos para situações de emergência zoossanitária. As ações incluem investigação epidemiológica, intensificação da vigilância, contenção e o chamado despovoamento sanitário das aves da propriedade afetada.
O objetivo das medidas é eliminar a fonte de infecção e impedir que o vírus continue circulando entre outras criações da região. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou que a confirmação do segundo foco ocorreu entre os dias 23 e 24 de outubro, por meio de sequenciamento genético. Segundo o órgão, 15 granjas comerciais que já tiveram amostras analisadas apresentaram resultados negativos. (CIDASC)
Primeiro foco levou à emergência sanitária
O primeiro foco da doença de Newcastle na região foi confirmado pelo Mapa em 18 de outubro, em uma criação comercial de perus de corte localizada em Nova Itaberaba.
Após a confirmação, o governo federal declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A medida ampliou a vigilância e permitiu a adoção de protocolos específicos para impedir a disseminação da doença. (Serviços e Informações do Brasil)
A identificação do segundo caso dentro da área que já estava sendo monitorada demonstra a importância da vigilância ativa realizada na região. De acordo com o Mapa, as equipes continuam acompanhando as propriedades e investigando possíveis vínculos epidemiológicos.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta principalmente aves e pode provocar impactos importantes na produção avícola. Por isso, a identificação de um foco em uma criação comercial exige uma resposta rápida para evitar a propagação e reduzir possíveis consequências para o setor.
Além dos efeitos sanitários, ocorrências desse tipo podem gerar impactos comerciais. Após o primeiro caso confirmado em Santa Catarina, alguns países adotaram restrições temporárias à importação de produtos avícolas brasileiros, enquanto as autoridades trabalham para demonstrar o controle da ocorrência. (C-Level)
Vírus encontrado em pombos não é considerado novo foco
O Mapa também esclareceu uma situação envolvendo pombos encontrados fora da área de emergência sanitária. Os animais apresentaram infecção pelo paramixovírus aviário tipo 1 (PPMV-1).
Apesar de o vírus estar relacionado à mesma família viral da doença de Newcastle, o ministério informou que a ocorrência em pombos não possui relação epidemiológica com os focos identificados nas aves comerciais.
De acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), essa detecção não é classificada como um foco de doença de Newcastle. Portanto, o número de focos comerciais confirmados na região permanece em dois. (Serviços e Informações do Brasil)
O Mapa afirma que continua trabalhando em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para acompanhar a situação, ampliar a vigilância e adotar as medidas necessárias para proteger a avicultura brasileira.
As investigações seguem em andamento, e novas informações sobre os focos e os resultados das ações sanitárias devem ser divulgadas pelas autoridades conforme os trabalhos avançarem.