O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, confirmou mudanças na estrutura do atendimento de urgência e emergência no estado, com a substituição do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pela atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.
A declaração foi dada durante entrevista a uma rádio da capital. Segundo o governador, a medida já está definida e integra um processo de reestruturação administrativa do governo estadual.
Redução de custos e reorganização
De acordo com Pivetta, a mudança busca diminuir despesas públicas e simplificar a máquina administrativa, mantendo o atendimento à população.
“O nosso glorioso Corpo de Bombeiros vai suprir esse importante trabalho do Samu. Isso já está decidido. Com isso, nós vamos diminuir custo, simplificar a máquina”, afirmou.
O governador destacou que o serviço de urgência continuará sendo oferecido normalmente, agora sob nova gestão operacional.
Demissões recentes geraram protestos
Recentemente, ainda durante a gestão de Mauro Mendes, 56 profissionais ligados ao serviço foram desligados sem aviso prévio, segundo relatos.
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Os trabalhadores realizaram protestos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso pedindo recontratação e esclarecimentos sobre o futuro da estrutura.
Falta de detalhes sobre transição
Até o momento, o governo não apresentou cronograma oficial para a transição, nem informou como será feita eventual integração entre servidores atuais, equipes médicas, condutores e bombeiros militares.
Também não foram detalhados impactos em centrais de regulação, ambulâncias e cobertura regional no interior do estado.
Alerta no parlamento estadual
O deputado estadual Doutor João, presidente da comissão de saúde da ALMT, pediu cautela diante da proposta.
Embora tenha elogiado o trabalho do Corpo de Bombeiros, ele afirmou que o Samu possui especialização própria no atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência.
“Temos que tomar muito cuidado na hora de militarizar as coisas. O Samu é especializado no atendimento médico de urgência e emergência”, declarou.
Debate deve continuar
A decisão tende a gerar discussões entre governo, profissionais da saúde, parlamentares e população, especialmente sobre capacidade operacional, qualidade do atendimento e cobertura nos municípios.