CentroesteNews
09/07/2025
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) acendeu um sinal de alerta após detectar presença do fungo causador da ferrugem asiática da soja durante o primeiro mês do vazio sanitário, que proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja por 90 dias. O objetivo da medida é quebrar o ciclo do fungo e proteger a próxima safra.
Entre 8 de junho e 6 de julho de 2025, o Indea realizou 2.061 fiscalizações, aplicando 12 autos de infração e 1.643 Unidades Padrão Fiscal (UPFs) em multas a produtores que mantiveram plantas vivas em suas propriedades, contrariando a norma.
De acordo com o diretor técnico do Indea, Renan Tomazele, a quebra do vazio sanitário favorece o surgimento precoce da ferrugem, o que pode reduzir a produtividade da próxima safra.
“A presença do fungo durante o vazio sanitário aumenta o risco de infecção precoce na safra seguinte, o que pode comprometer severamente a produção”, alertou Tomazele.
Fungo perigoso para a produtividade
O fungo identificado é o Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. Ele provoca amarelecimento precoce das folhas e queda prematura, dificultando a formação completa dos grãos de soja e gerando prejuízos econômicos.
Em junho, o Núcleo Laboratório de Sanidade Vegetal (NLSV), em Cuiabá, analisou 60 amostras de folhas, sendo que 22 deram positivo para o fungo — quase 37% de positividade.
Safra 2024/2025 em números
Para a safra 2024/2025, Mato Grosso registrou o cadastro de 16.299 unidades de produção de soja, cobrindo uma área total de 11,3 milhões de hectares.
O vazio sanitário da soja vai até 6 de setembro. O cumprimento da norma é essencial para evitar o avanço de doenças que podem comprometer toda a cadeia produtiva.