Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa, em parceria com a CropLife Brasil, aponta que a produtividade da soja brasileira pode sofrer perdas expressivas na ausência de medidas de controle de pragas, doenças e plantas daninhas.
Segundo as simulações apresentadas, a redução pode chegar a 55% quando se compara uma lavoura sem manejo fitossanitário com outra submetida a condições consideradas ótimas de proteção.
O levantamento avaliou cenários envolvendo diferentes doenças, insetos e plantas daninhas que afetam a produção agrícola.
No cenário de maior controle, a produtividade estimada foi de 72 sacas por hectare. Com controle parcial, o resultado caiu para 52 sacas, enquanto a ausência de manejo levou a uma estimativa de 32 sacas.
Os resultados têm importância especial para Mato Grosso, um dos principais estados produtores de soja do país.
Para agricultores, perdas de produtividade podem representar redução de receita, aumento de custos e dificuldades no planejamento das próximas safras.
O estudo também levanta questões relacionadas à segurança alimentar e ao impacto de eventuais quedas de produção sobre os preços.
Entretanto, a proteção das lavouras precisa considerar os riscos ambientais e sanitários associados ao uso de determinados defensivos agrícolas.
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Especialistas defendem que o manejo fitossanitário deve combinar monitoramento, boas práticas agrícolas e alternativas de controle, respeitando as normas de segurança.
É importante observar que os percentuais divulgados representam simulações e não uma previsão de perdas efetivas na atual safra de Mato Grosso.
O debate envolve produtividade, sustentabilidade e condições de trabalho no campo, assuntos fundamentais para o desenvolvimento regional.
As conclusões poderão contribuir para novas pesquisas e discussões sobre tecnologias de proteção das lavouras.