CentroesteNews
12/08/2025
O Fundo Amazônia celebrou 17 anos nesta terça-feira (12) com a confirmação de um aporte de R$ 210 milhões para projetos na região. Destes, R$ 150 milhões serão destinados ao programa “União com os Municípios pela Redução de Desmatamento e Incêndios Florestais”, beneficiando 48 dos 70 municípios prioritários.
Os outros R$ 60 milhões serão investidos no projeto Prospera na Floresta, que apoia comunidades tradicionais no desenvolvimento de atividades sustentáveis, como turismo e bioeconomia.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância de fortalecer as instituições locais para que, futuramente, os recursos possam ser direcionados mais para a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável.
Histórico e governança
O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ressaltou os resultados positivos do fundo na conservação da floresta e a governança sólida por meio do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa). O comitê reúne ministérios, governos locais e organizações sociais para decidir, por consenso, a aplicação dos recursos.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, afirmou que, até 2018, o fundo desembolsava em média R$ 300 milhões por ano. Houve uma pausa entre 2019 e 2022, com retomada e aumento significativo dos investimentos em 2023 e 2025, ultrapassando R$ 1 bilhão no ano em curso.
Doadores internacionais
Além da Noruega, pioneira no financiamento do fundo, contribuem Alemanha, Estados Unidos, Irlanda, Japão, Reino Unido, Dinamarca e Suíça. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, reforçou que os doadores mantêm o apoio devido aos bons resultados e à redução do desmatamento, o que também possibilita ampliar a captação e a distribuição de recursos.