A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que não irá adquirir uma aeronave intermediária para substituir os caças AMX, que serão retirados de operação até 2027. Com a decisão, o caça sueco Gripen passará a concentrar as missões de defesa aérea e de ataque que atualmente são divididas com o modelo em processo de aposentadoria.
Entre as alternativas avaliadas estava o M-346FA, da fabricante italiana Leonardo, apontado como uma possível solução de transição entre os aviões de treinamento e o Gripen. No entanto, a FAB descartou oficialmente essa possibilidade.
Segundo o Comando da Aeronáutica, a decisão foi influenciada pelo cenário internacional, marcado pela elevada demanda por aeronaves militares em razão dos conflitos na Europa e no Oriente Médio. De acordo com a Força, o mercado oferece poucas opções disponíveis em curto prazo que atendam aos requisitos operacionais e apresentem custos considerados viáveis.
Com a retirada gradual dos AMX, a modernização da aviação de caça ficará concentrada no programa Gripen. Até o momento, 11 das 36 aeronaves contratadas pelo Brasil foram entregues. Enquanto a frota não é completada, os caças F-5 modernizados continuam em operação para manter a capacidade de defesa aérea do país.
A transição faz parte do processo de renovação da frota da FAB, que busca substituir aeronaves mais antigas por modelos de tecnologia mais avançada. A conclusão das entregas do Gripen será fundamental para consolidar essa modernização nos próximos anos.