As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram nesta terça-feira (14) que nenhuma embarcação conseguiu atravessar o bloqueio naval imposto no estratégico Estreito de Ormuz nas primeiras 24 horas da operação.
A ação foi iniciada na segunda-feira (13), após decisão do presidente Donald Trump, como resposta à postura do Irã em relação ao controle da região. Ao todo, 12 navios de guerra norte-americanos foram posicionados próximos à entrada do estreito, no Golfo de Omã, com o objetivo de barrar embarcações com destino ou ligação com portos iranianos.
Navios recuam diante da operação
Segundo comunicado oficial, seis navios mercantes que tentaram seguir pela rota foram obrigados a retornar. Dados de plataformas de monitoramento marítimo indicam que pelo menos dois desses navios são chineses.
Um deles, o petroleiro Rich Starry, chegou a entrar no Golfo de Omã, mas recuou após se aproximar da área controlada pelos militares dos EUA. A movimentação foi registrada por sistemas como o MarineTraffic.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
Outros petroleiros identificados com possíveis vínculos ao Irã incluem:
- Elpis
- Peace Gulf
- Murlikishan
- Guan Yuan Fu Xing
As plataformas Kpler e LSEG também confirmaram que essas embarcações possuem relação com operações iranianas.
Importância estratégica e tensão global
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passa cerca de um quinto do petróleo global. Qualquer bloqueio na região gera impacto direto nos mercados internacionais de energia e eleva tensões geopolíticas.
A medida dos Estados Unidos aumenta o nível de pressão sobre o Irã e pode provocar reações no cenário internacional, especialmente entre países dependentes do petróleo que transita pela região.
Monitoramento segue intenso
Até o momento, outras duas embarcações cruzaram o estreito, mas ainda não há confirmação sobre seus destinos finais. A situação segue sendo monitorada por autoridades e plataformas de rastreamento marítimo, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos com atenção.