A delegação de Cuba deixou o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (22), durante o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A saída ocorreu após o líder americano defender uma mudança profunda no cenário político cubano e afirmar que o regime comunista do país estaria sob forte pressão.
Durante seu pronunciamento, Trump afirmou que sua administração busca uma “mudança fundamental” em Cuba e declarou que o regime “vai cair”. O presidente americano também mencionou negociações conduzidas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, relacionadas ao país caribenho.
A fala sobre Cuba ocorreu no mesmo discurso em que Trump abordou a guerra com o Irã e afirmou que considera duas possibilidades: um acordo que permita ao país reconstruir sua economia ou uma nova escalada contra a República Islâmica.
Pouco antes de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia discursado na abertura da Assembleia Geral. Em sua fala, Lula defendeu a soberania brasileira e criticou o que chamou de “tentações hegemônicas”, afirmando que o Brasil não deve manter alinhamento automático com grandes potências. A declaração ocorreu em meio às discussões sobre conflitos internacionais e relações entre países.
O episódio envolvendo a delegação cubana acrescentou um momento de tensão à sessão, que teve como temas centrais conflitos, soberania nacional e relações entre grandes potências.