Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --
Compartilhar

CentroesteNews

02/09/2025

 

A defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) negou nesta terça-feira (2) que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tenha determinado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou de adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante sustentação oral no julgamento do chamado núcleo 1 da trama golpista, o advogado Paulo Renato Cintra afirmou que os episódios de monitoramento citados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ocorreram antes de Ramagem assumir a direção da Abin.

centro oeste news 3

“Ramagem sequer era diretor da Abin à época”, disse Cintra.

Defesa nega ligação com ataques às urnas

O advogado também contestou a acusação de que Ramagem teria alimentado Bolsonaro com informações falsas usadas em lives, em julho de 2022, para atacar o sistema de votação eletrônica. Segundo ele, os arquivos enviados ao então presidente foram construídos a partir de informações públicas, falas do próprio Bolsonaro e “anotações e opiniões pessoais”.

“Ramagem não atuou para orientar o presidente da República, não era um ensaísta de Jair Bolsonaro. Ramagem compilava pensamentos do presidente da República”, declarou.

Cintra acrescentou que o deputado deixou o cargo de diretor da Abin em março de 2022, quando lançou sua candidatura, e não participou do que chamou de “acirramento de condutas” ocorrido meses depois, durante a pré-campanha.

Acusações da PGR

A Procuradoria-Geral da República sustenta que Ramagem participou da chamada “Abin Paralela”, estrutura clandestina de inteligência montada para obter informações contra opositores de Bolsonaro e monitorar ministros do STF.

De acordo com a denúncia, Ramagem teria ainda colaborado com a estratégia de descredibilização do sistema eletrônico de votação e integrado uma organização criminosa voltada à propagação de notícias falsas em 2022.

Atualmente, o deputado responde a três crimes:

Golpe de Estado

Organização criminosa armada

Tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

Outros dois crimes, relacionados à depredação de patrimônio público durante os atos de 8 de janeiro, foram suspensos em razão da imunidade parlamentar.

Julgamento no STF

O julgamento, conduzido pela Primeira Turma do Supremo, envolve oito réus considerados parte central da trama golpista:

Jair Bolsonaro (ex-presidente da República)

Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)

Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)

Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF)

Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)

Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)

Walter Braga Netto (ex-ministro e candidato a vice em 2022)

Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)

Na abertura da sessão, o relator, ministro Alexandre de Moraes, apresentou o relatório da ação penal. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados.

Foram reservadas oito sessões de julgamento, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A votação, que definirá a absolvição ou condenação dos réus, deve começar nas próximas etapas. As penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.