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Criminosos usam inteligência artificial para fraudes e são alvo de operação em dois estados

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Uma operação da Polícia Civil revelou um novo e preocupante nível de sofisticação do crime digital no país. Deflagrada na manhã desta terça-feira (14), a ação batizada de Operação Mil Faces tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado em invasões de dispositivos e fraudes eletrônicas com uso de inteligência artificial.

Ao todo, foram cumpridas 13 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá. Entre elas estão dois mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão, três de sequestro de bens e valores e três de afastamento de sigilo telemático.

As ações ocorreram nos municípios de Poxoréu e na região metropolitana de Vitória, incluindo a cidade de Cariacica. A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo, além de unidades especializadas de Mato Grosso.

Como funcionava o esquema

De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), o grupo utilizava tecnologias avançadas de inteligência artificial para burlar sistemas de segurança de uma grande operadora de telefonia.

Os criminosos criavam identidades falsas com uso de biometrias sintéticas, incluindo deepfakes — técnica que permite gerar rostos e expressões faciais altamente realistas. Com isso, conseguiam passar por sistemas de reconhecimento facial e validar cadastros fraudulentos.

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Após a validação, realizavam o chamado “SIM swap”, que consiste na troca indevida do chip telefônico da vítima. Com o controle da linha, os suspeitos conseguiam acessar contas bancárias, aplicativos financeiros e serviços digitais, realizando transferências e compras ilegais.

Prejuízos e alcance nacional

O esquema causou prejuízos não apenas à empresa de telefonia, mas também a centenas de consumidores em todo o Brasil. As vítimas tiveram valores subtraídos de contas digitais e sofreram com compras não autorizadas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Guilherme da Rocha, o uso de inteligência artificial generativa nesse tipo de crime evidencia uma nova fase da criminalidade.

“A sofisticação das ferramentas utilizadas demonstra a necessidade de constante atualização das forças de segurança para enfrentar crimes cada vez mais complexos”, destacou.

Crimes e penas

Os investigados podem responder por associação criminosa, invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e furto qualificado por fraude eletrônica. Somadas, as penas podem chegar a até 19 anos de prisão.

Apoio e investigação

Além da DRCI, a operação contou com o apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor) e de unidades regionais da Polícia Civil em Mato Grosso. No Espírito Santo, um dos alvos foi localizado e preso durante o cumprimento dos mandados.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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