Uma publicação nas redes sociais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou forte repercussão e terminou sendo apagada poucas horas depois.
A imagem, criada por inteligência artificial, mostrava Trump em uma representação semelhante à de Jesus Cristo, com túnica branca, gesto de bênção e elementos simbólicos ao fundo. A montagem foi publicada logo após críticas feitas por ele ao papa Leão XIV, o que intensificou ainda mais a reação pública.
Reação imediata e críticas
A repercussão foi rápida e intensa. Figuras políticas, comentaristas e até aliados do próprio presidente classificaram a imagem como desrespeitosa.
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Entre os críticos, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que a publicação ultrapassava limites religiosos. Já o governador da Califórnia, Gavin Newsom, ironizou a situação nas redes sociais.
O episódio também gerou debates dentro da própria base conservadora, incluindo membros do movimento “Make America Great Again” (MAGA), que tradicionalmente apoia Trump.
Defesa e explicação de Trump
Após a repercussão negativa, Trump negou que a imagem tivesse intenção religiosa. Segundo ele, a interpretação foi equivocada.
O presidente afirmou que a publicação fazia referência a um trabalhador humanitário, ligado à Cruz Vermelha, e criticou a forma como a imprensa interpretou o conteúdo.
Mesmo com a justificativa, a imagem foi removida de suas redes sociais, sem posicionamento oficial da Casa Branca até o momento.
IA, política e limites
O caso reacende discussões sobre o uso da inteligência artificial na política e seus impactos na opinião pública.
Montagens digitais têm se tornado cada vez mais comuns em campanhas, discursos e redes sociais, mas também levantam questionamentos sobre ética, desinformação e respeito a símbolos culturais e religiosos.
Histórico de polêmicas semelhantes
Não é a primeira vez que o presidente se envolve em situações desse tipo. Em 2025, uma outra imagem gerada por IA, em que ele aparecia como líder religioso, também gerou críticas e repercussão negativa.
Mesmo assim, Trump mantém forte apoio entre eleitores religiosos, especialmente entre cristãos conservadores nos Estados Unidos.