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Polêmica no Congresso: projeto pode reduzir penas até para crimes hediondos e divide parlamentares

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Um estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados acendeu o alerta em Brasília: a possível derrubada do veto ao chamado PL da Dosimetria pode impactar diretamente o tempo de prisão de condenados por crimes graves no Brasil.

A proposta, que será analisada em sessão do Congresso marcada pelo senador Davi Alcolumbre para o dia 30 de abril, altera critérios importantes na execução penal, especialmente o tempo mínimo necessário para que um preso progrida para regimes mais brandos.

O que pode mudar na prática

De acordo com o parecer técnico, o projeto prevê reduções significativas nos percentuais exigidos para progressão de regime.

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Entre os principais pontos:

  • Crimes hediondos: de 70% para 40% (réus primários)
  • Crimes hediondos com morte: de 75% para 50%
  • Feminicídio: de 75% para 55%
  • Reincidentes: de 85% para 70%
  • Crime organizado e milícias: de 75% para 50%

Na prática, isso significa que condenados poderiam cumprir menos tempo em regime fechado antes de avançar para o semiaberto ou aberto.

 Debate político ganha força

O tema divide opiniões no Congresso. O projeto foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que argumentou que a medida poderia enfraquecer a responsabilização penal, especialmente em relação aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Agora, cabe aos parlamentares decidir se mantêm ou derrubam o veto.

O senador Randolfe Rodrigues criticou a proposta e afirmou que ela pode beneficiar não apenas envolvidos em atos políticos, mas também condenados por crimes graves e integrantes do crime organizado.

 Impacto além da política

Segundo o estudo, os efeitos do projeto vão além de casos específicos e podem atingir diretamente o sistema penal como um todo.

A avaliação técnica aponta que mudanças desse tipo podem alterar o equilíbrio de leis recentes que endureceram punições, como as voltadas ao combate de facções criminosas e milícias.

Por outro lado, a proposta também levanta discussões sobre política criminal, sistema prisional e critérios de cumprimento de pena no país.

 O que acontece agora

Para que o veto seja derrubado, são necessários:

  • 257 votos na Câmara dos Deputados
  • 41 votos no Senado Federal

Caso isso aconteça, o texto passa a valer e poderá ser aplicado aos casos julgados pela Justiça, com possível revisão de penas já estabelecidas.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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