CentroesteNews
04/01/2025
A tensão internacional ganha novos contornos com uma exigência contundente de Pequim: a China pediu formalmente aos Estados Unidos a libertação imediata do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, garantindo também sua segurança pessoal. A nota oficial, divulgada no site do Ministério das Relações Exteriores chinês neste domingo, eleva o tom do debate sobre a soberania de nações e o respeito às normas internacionais, apelando para que a situação na Venezuela seja resolvida através de diálogo e negociação, e não pela força.
Desde os primeiros relatos do suposto ataque em território venezuelano, o governo chinês demonstrou “profundo choque” e condenou veementemente a ação militar, classificando-a como uma afronta direta à soberania da Venezuela e uma clara violação do princípio de não intervenção em assuntos internos de outros estados. Essa postura é consistente com a visão de Pequim, que há tempos defende que as disputas internas devem ser endereçadas pelo próprio povo venezuelano, livre de influências externas. Para a China, a operação americana reflete um comportamento que considera “hegemônico”, capaz de desestabilizar a paz e a segurança regional. Dada a forte parceria política e econômica entre China e Venezuela, a declaração reforça o posicionamento de um dos mais importantes aliados de Caracas no cenário global, evidenciando as profundas rachaduras nas relações diplomáticas e os diferentes entendimentos sobre as leis internacionais.