O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (7) que o Brasil deixará de exigir visto para cidadãos da China entrarem no país a partir da próxima segunda-feira (11/5).
A declaração foi feita durante a abertura do Salão do Turismo 2026, realizado em Fortaleza. Alckmin ocupa interinamente a Presidência da República enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial nos Estados Unidos a convite da Casa Branca.
Segundo Alckmin, a medida já foi publicada no Diário Oficial da União e faz parte de um acordo de reciprocidade entre Brasil e China. Com isso, brasileiros também deixam de precisar de visto para viagens de curta duração ao território chinês.
“A partir do dia 11 de maio, não precisa mais ninguém da China ter visto. Estamos falando do segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de pessoas”, afirmou o presidente em exercício durante o evento.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
O acordo havia sido acertado em janeiro deste ano entre Lula e o presidente chinês Xi Jinping. Em 2025, o governo chinês já havia retirado a obrigatoriedade de visto para brasileiros em viagens de turismo, negócios, visitas familiares, intercâmbio e trânsito com permanência de até 30 dias.
O governo brasileiro aposta que a flexibilização deve ampliar o fluxo turístico, fortalecer relações comerciais e estimular investimentos entre os dois países. De acordo com Alckmin, o número de turistas chineses no Brasil cresceu 35% no último ano.
Durante a abertura do Salão do Turismo, o presidente em exercício também reforçou a liberação de R$ 826 milhões em crédito para o setor turístico por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), com juros de 9% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
O evento segue até sábado (9/5) e reúne representantes do setor turístico, estados, municípios e empresas ligadas ao turismo nacional. O tema desta edição é “Do Lado do Povo Brasileiro”.
Especialistas avaliam que a retirada do visto pode impulsionar o turismo internacional no Brasil, especialmente em destinos de natureza, negócios e cultura, além de fortalecer a aproximação econômica entre Brasília e Pequim.