A madrugada desta quinta-feira trouxe um desfecho para o crime que chocou Belo Horizonte e mobilizou as forças de segurança de Minas Gerais. Paola Stefany Neto Cirino, a diarista apontada como principal suspeita da morte de um casal de idosos, foi presa em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central do estado.
Ela foi localizada por policiais civis enquanto estava acompanhada do filho de apenas seis anos. Segundo os investigadores, Paola não ofereceu resistência no momento da abordagem e chegou a admitir que já esperava pela chegada das autoridades, dada a enorme repercussão que o caso ganhou nos últimos dias.
O crime, marcado por uma brutalidade que assusta, vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Paola havia sido indicada recentemente para trabalhar na residência do casal e as imagens das câmeras de segurança do edifício foram peças fundamentais para a investigação, registrando sua entrada e saída no dia do ocorrido.
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O que mais impressionou a polícia foi a frieza demonstrada pela suspeita, que após o ataque teria tomado banho no próprio apartamento das vítimas, trocado de roupa e deixado o prédio carregando bolsas e diversos pertences pessoais do casal.
Em depoimento aos delegados, Paola confessou o duplo homicídio e alegou ter sofrido um surto psicótico no momento das agressões. Ela negou que a motivação tenha sido o pagamento de dívidas com jogos de azar, afirmando que os débitos anteriores já haviam sido quitados e que decidiu levar os objetos de valor apenas para custear despesas do dia a dia. A perícia confirmou que as vítimas apresentavam ferimentos de defesa, o que reforça o relato da suspeita de que o advogado chegou a acordar e tentar reagir antes de ser contido e golpeado fatalmente na cama.
A investigação agora se concentra em recuperar os bens subtraídos e em esclarecer se houve a participação de outras pessoas na logística do crime, como o motorista que aguardava Paola nas proximidades do prédio. A faca utilizada nos assassinatos foi lavada e escondida no próprio imóvel, devendo passar por perícia técnica detalhada.
Enquanto o inquérito avança, a defesa de Paola pede cautela e afirma que os argumentos necessários serão apresentados no momento oportuno perante a Justiça, reforçando a importância de evitar julgamentos antecipados pela opinião pública diante da gravidade dos fatos.