CentroesteNews
30/08/2025
Neste sábado (30/08) o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que haja reforço na vigilância da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já se encontra cumprindo a medida há quase um mês. Na última semana, inclusive, a determinação de vigilância total já havia sido emitida por Moraes.
A medida recebeu mais um capítulo e ordem de ainda mais endurecimento hoje. Além do monitoramento em tempo real da área externa da residência por parte da Polícia Penal do Distrito Federal, foram ordenadas vistorias em todos os veículos que saírem do local..
A principal justificativa do STF para a medida seria em relação à possibilidade de fuga do ex-presidente. Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, os imóveis ao redor e ao fundo apresentam pontos cegos que podem possibilitar uma fuga.
Para a direita, essa é uma medida que vai muito além do aceitável. Uma vez que a prisão domiciliar já seria desproporcional, o monitoramento total feriria ainda mais as garantias individuais. E, agora, a intensificação da medida se torna o que seria uma “humilhação desnecessária”, conforme sua defesa.
A tese que se reforça é que o reforço na vigilância da prisão domiciliar do ex-presidente se trataria mais de uma perseguição política. Afinal, atitudes como essas são o que se espera de tratamentos de criminosos que representam alto perigo, conforme se manifestou Flávio Bolsonaro. Mais do que isso, a ação do STF poderia ser comparada com aquelas adotadas por regimes autoritários.
A esposa do ex-presidente também se manifestou sobre o reforço no na vigilância da prisão domiciliar. Afinal, além de transgredir os direitos do próprio Bolsonaro, toda a família estaria sofrendo os reflexos da punição.
Entretanto, ao que tudo indica, pelo menos até o julgamento marcado para 2 de setembro, a residência continuará sendo milimetricamente vigiada e os veículos que se aproximarem continuarão tendo seus dados levantados e suas movimentações registradas, incluindo checagem de porta-malas. A expectativa é de que a corte decida sobre a continuidade das medidas cautelares e possíveis desdobramentos do processo.