A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) afirmou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), após ele compartilhar nas redes sociais uma publicação atribuída à petista na qual ela supostamente defenderia o fechamento de igrejas. Ana Elisa nega ser a autora do conteúdo e afirma que pretende pedir medidas contra os responsáveis pela divulgação.
A publicação começou a circular nas redes sociais na quinta-feira (8), em meio à disputa do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A imagem reproduz um suposto texto de outubro de 2022 em que a autora pediria a Lula que fechasse igrejas e faria críticas a evangélicos.
Nikolas compartilhou a captura de tela e afirmou que o conteúdo já teria influenciado eleitores. Ana Elisa, por sua vez, contestou a autenticidade da publicação e declarou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar a suspensão da diplomação do parlamentar e de outras pessoas que tenham divulgado o material.
Em resposta ao deputado, a petista também mencionou uma publicação antiga atribuída a Nikolas, que teria feito referência à Virgem Maria em termos ofensivos. O parlamentar nega a autoria desse conteúdo. Até o momento, a autenticidade das publicações atribuídas aos dois políticos não deve ser presumida apenas com base em capturas de tela que circulam na internet.
O episódio ocorre durante a mobilização das campanhas para o segundo turno das eleições presidenciais, período em que conteúdos políticos publicados nas redes sociais ganham ampla repercussão e podem influenciar o debate público.
Ana Elisa ganhou destaque nacional nas eleições de 2026, quando recebeu mais de 524 mil votos em Minas Gerais. Ela ficou em segundo lugar na votação para a Câmara dos Deputados no estado, atrás apenas de Nikolas Ferreira, e tornou-se a mulher mais votada da história de Minas Gerais para o cargo, além de ser apontada como a deputada federal mais jovem já eleita no país.
A disputa entre os dois também evidencia o peso das redes sociais na campanha eleitoral e a importância de verificar a origem e a autenticidade de conteúdos antes de compartilhá-los. Uma eventual medida judicial deverá ser analisada pelas autoridades competentes, caso seja formalmente apresentada.