CentroesteNews
02/05/2025
Anna Vitória Bispo
O Brasil avançou 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2025, divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ocupando agora o 63º lugar entre 180 países. A melhora é atribuída à redução do clima hostil ao jornalismo após o governo Bolsonaro.
O relatório avalia cinco critérios: político, social, econômico, legal e segurança. A RSF destaca que, apesar da melhora brasileira, seis em cada dez países caíram no ranking, e a liberdade de imprensa está em situação “ruim” ou “muito ruim” em metade do mundo.
O fator econômico teve maior peso em 2025, com destaque para os desafios da independência financeira dos veículos. A RSF alerta que sem estabilidade econômica, não há imprensa livre.
Países como Argentina (87º), Peru (130º) e Estados Unidos (57º) registraram retrocessos. No caso argentino, a queda de 47 posições se deve a ataques à mídia pública e uso político da publicidade estatal sob o governo Javier Milei.
A RSF também aponta o impacto negativo das big techs na sustentabilidade do jornalismo, por concentrarem receitas publicitárias e favorecerem a desinformação em plataformas não regulamentadas.
Por fim, a organização destaca que em 46 países a concentração de mídia ameaça diretamente o pluralismo informativo.