O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro deste ano a estratégia nacional de resgate vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV) destinada a adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina. A medida busca ampliar a cobertura vacinal, reduzir a circulação do vírus e proteger milhares de jovens contra doenças que podem surgir anos após a infecção.
Segundo a pasta, desde o início da campanha de resgate, quase 300 mil doses já foram aplicadas em todo o Brasil. A expectativa é que a prorrogação permita alcançar adolescentes que perderam a oportunidade de se vacinar na idade recomendada, especialmente aqueles que enfrentaram dificuldades de acesso aos serviços de saúde ou deixaram de completar a imunização durante os anos da pandemia.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Na maioria dos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente. No entanto, quando a infecção persiste, ela pode provocar alterações celulares que evoluem para diferentes tipos de câncer.
Vacina previne diversos tipos de câncer
A vacinação é considerada pela comunidade científica a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV. O imunizante protege contra os principais tipos do vírus responsáveis pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero, além de reduzir significativamente o risco de tumores de pênis, vulva, vagina, ânus, boca e garganta.
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Além da prevenção do câncer, a vacina também protege contra verrugas genitais, outra manifestação frequente da infecção pelo HPV.
Especialistas destacam que a imunização apresenta melhores resultados quando realizada antes do início da vida sexual, mas adolescentes que ainda não foram vacinados continuam obtendo benefícios importantes ao receber o imunizante dentro da estratégia de resgate.
Ampliação da cobertura vacinal
A prorrogação faz parte dos esforços do Ministério da Saúde para recuperar os índices de vacinação, que sofreram queda nos últimos anos. A baixa cobertura aumenta o risco de circulação do vírus e compromete a prevenção de doenças que poderiam ser evitadas por meio da imunização.
Estados e municípios seguem responsáveis pela oferta gratuita da vacina nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), podendo também promover ações em escolas, campanhas itinerantes e estratégias de busca ativa para localizar adolescentes ainda não vacinados.
O Ministério da Saúde orienta que pais, responsáveis e os próprios adolescentes procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e, caso necessário, receber a dose dentro do prazo da campanha.
A ampliação da cobertura vacinal é considerada fundamental para reduzir, nas próximas décadas, a incidência de cânceres relacionados ao HPV, diminuindo também a necessidade de tratamentos complexos e os impactos da doença sobre a qualidade de vida da população.