Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --
Compartilhar

Característica confere às safras aromas de mofo e bolor, além de sabor insosso, atenuado e amargo

Tão deliciosos quanto delicados, os vinhos podem enfrentar diversas questões que afetam seus sabores e aromas: lacres danificados, rolhas mal colocadas armazenamento inadequado são bons exemplos. No entanto, um grande medo dos amantes da bebida é, sem dúvidas, abrir uma garrafa e dar de cara com o temido vinho bouchonné.

Com nomeação derivada do francês, o problema tem como culpado o 2,4,6-tricloroanisol (TCA). Este produto químico não apresenta perigo à saúde dos consumidores, mas prejudica o perfil sensorial do vinho, neutralizando os toques frutados e acrescentando notas de mofo e bolor.

Além de ser chamado de “bouchonné”, a adversidade também é resumida em um defeito de rolha, que pode afetar todos os tipos vinhos, incluindo os mais caros.

O TCA costuma se formar quando fungos naturais da cortiça interagem com certos agentes clorados, como aqueles presentes em produtos de limpeza usados ​​na fabricação das rolhas e na higienização de vinícolas, ou compostos fenólicos presentes em  barris e paletes, nos quais as safras são armazenadas.

centro oeste news 3

Quando uma rolha que esteve em contato com composto interage com o líquido, o TCA se infiltra completamente na bebida, resultando em características menos atraentes — o que faz alguns vinhos serem confundidos com safras avinagradas.

vinhos barril
Vinhos em barris – Foto: Pexels

Como identificar um vinho bouchonné

Duas mudanças principais denunciam a alteração: notas estranhas ao paladar e ao olfato. Ao perceber aromas de mofo, bolor e papelão úmido ou jornal molhado; ou sabor insosso, atenuado e amargo, é provável que aquele vinho esteja infectado. Os gostos frutados também são obscurecidos, a acidez parece opaca e o final é curto.

De acordo com sommeliers, raramente o sabor bouchonné torna uma garrafa completamente ruim, mas sua presença pode prejudicar até as melhores bebidas. Logo na primeira etapa de uma degustação, ao girar e cheirar a taça, se o odor remeter a jornais encharcados, cachorro molhado ou uma adega mofada, é possível que o líquido não esteja em sua melhor versão.

Embora seja uma grande questão para os consumidores e comerciantes, atualmente é raro encontrar vinhos que estejam contaminados. As estatísticas não são precisas, mas, segundo a organização americana Natural Cork Council, cerca de 2 a 3% das garrafas vedadas com cortiça natural apresentam o problema.

 

 

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.