A montadora japonesa Toyota Motor Corporation prevê uma forte redução no lucro operacional diante do aumento dos custos globais provocado pelas tensões geopolíticas envolvendo o conflito no Irã.
Segundo a empresa, as interrupções nas cadeias de fornecimento e a alta no preço de matérias-primas já começam a afetar diretamente a indústria automotiva mundial, pressionando custos de produção e reduzindo margens de lucro.
Após a divulgação das projeções financeiras, as ações da Toyota chegaram a cair até 3,5% nesta sexta-feira (8), revertendo ganhos anteriores no mercado asiático.
A fabricante estima lucro operacional de ¥ 3 trilhões (cerca de US$ 19,1 bilhões) no ano fiscal que termina em março de 2027. O valor ficou bem abaixo da média esperada pelo mercado, estimada em ¥ 4,6 trilhões, além de inferior aos ¥ 3,8 trilhões registrados no período fiscal anterior.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
A empresa também prevê queda nas vendas globais de veículos. A expectativa é de comercialização abaixo de 11,2 milhões de unidades no atual exercício fiscal, número ligeiramente menor que os 11,3 milhões vendidos no ano anterior.
Apesar do cenário mais pressionado, a Toyota destacou o avanço do segmento de veículos eletrificados. Segundo a companhia, as vendas combinadas de modelos híbridos a gasolina e elétricos das marcas Toyota e Lexus devem ultrapassar pela primeira vez a marca de 5 milhões de unidades.
Especialistas do setor avaliam que o conflito no Oriente Médio elevou preocupações com custos logísticos, energia e fornecimento de insumos estratégicos usados na produção de automóveis, especialmente metais e componentes eletrônicos.
Além da guerra no Irã, a indústria automotiva global também enfrenta desafios relacionados à desaceleração econômica em alguns mercados, aumento das taxas de juros e maior concorrência no setor de carros elétricos, principalmente com montadoras chinesas.
Mesmo com a previsão de lucro menor, a Toyota segue como a maior fabricante de automóveis do mundo e mantém forte aposta na expansão da linha híbrida, considerada um dos pilares da estratégia global da empresa.