CentroesteNews
08/09/2025
Em ato na Avenida Paulista (07/09), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas , usou o palanque para fazer duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). As críticas se direcionaram especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ditador”. Durante o seu discurso, Tarcísio afirmou que “ninguém aguenta mais a tirania” e defendeu uma anistia ampla para o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados investigados por ataques às instituições.
Tendo mantido um tom mais moderado até agora, o governador mudou um pouco a postura, adotando uma posição mais ativa, agressiva e posicionada. Além de endossar o tom de discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas também cobrou publicamente que a anistia seja colocada em pauta para uma discussão efetiva na Câmara. A propósito, um de seus argumentos seria exatamente o fato de o PT ter se utilizado da anistia em algum momento da história da sua construção.
Este é um momento crucial na política, especialmente no cenário de julgamento de Bolsonaro. Assim, o Centrão reorganiza forças tentando se aproximar da direita e trazendo Tarcísio de Freitas como uma hipótese para liderar o bloco em 2026.
Antes do ato, o governador recebeu Michelle Bolsonaro no Palácio dos Bandeirantes. A propósito, esse gesto chegou a ser interpretado como um aceno a uma possível composição de chapa para a disputa presidencial.
Diante do contexto político atual, o discurso inflamado certamente aumenta a popularidade de Tarcísio de Freitas junto ao eleitorado mais fiel a Bolsonaro. Embora seja considerado um discurso corajoso, a fala do governador também pode intensificar o desgaste institucional com o STF e ampliar a polarização política. Assim, a ação divide opiniões entre os que acreditam que essa é uma boa estratégia eleitoral e aqueles que acham que o aumento da tensão entre os Poderes pode não ser tão positivo.
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