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STF impõe tornozeleira eletrônica e série de restrições a Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe

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CentroesteNews

18/07/2025

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de novas medidas judiciais determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (18), em meio às investigações sobre um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, determina o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além de impor restrições severas à sua circulação, comunicação e contatos políticos. Embora ainda não esteja preso, Bolsonaro passa a cumprir um regime jurídico semelhante ao de prisão domiciliar com vigilância.

Entre as medidas decretadas, o ex-presidente está proibido de sair de casa durante a noite e nos finais de semana, não pode utilizar redes sociais, manter contato com diplomatas ou se aproximar de embaixadas, tampouco interagir com outros investigados no processo. As determinações visam, segundo Moraes, impedir possível tentativa de fuga do país e preservar a ordem pública diante da gravidade das acusações.

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A Polícia Federal também realizou busca e apreensão na residência de Bolsonaro, onde foram recolhidos celulares, documentos e quantias em espécie, além de aparelhos digitais. A operação aconteceu após a Procuradoria-Geral da República apresentar denúncia formal contra o ex-presidente, que teria liderado um plano para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro de 2023.

As investigações indicam que Bolsonaro e aliados mais próximos articularam, ainda em dezembro de 2022, a elaboração de um decreto de golpe de Estado, com apoio de setores das Forças Armadas, para anular o resultado das eleições presidenciais. A denúncia também aponta que o plano envolvia até a possibilidade de assassinatos de autoridades, como Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes.

A tensão entre os Poderes aumentou após revelações de que Bolsonaro teria solicitado apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras a não reconhecerem a vitória de Lula. A imprensa internacional destacou que o governo norte-americano acompanhou com atenção os desdobramentos do caso, temendo implicações diplomáticas mais amplas.

Governo e aliados reagem

A base bolsonarista reagiu com críticas às medidas, classificando a decisão do STF como “exagerada” e “política”. Já juristas e representantes da oposição consideraram as restrições proporcionais diante das evidências apresentadas até o momento.

Até agora, Bolsonaro não foi formalmente preso, mas enfrenta um dos momentos mais delicados desde o fim de seu mandato. Caso condenado, ele pode cumprir pena superior a 40 anos de prisão, somando os crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, ameaça à democracia e obstrução de justiça.

O ex-presidente já foi declarado inelegível até 2030 por abuso de poder político durante a campanha eleitoral de 2022, em decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado.

 

 

 

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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