É difícil encontrar palavras que descrevam a náusea que sentimos ao presenciar cenas de tamanha depravação humana, especialmente para quem, como nós, dedica cada dia da vida a proteger aqueles que não podem se defender.
O caso da empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, que chocou o país recentemente, atingiu um novo patamar de indignação quando ela, ao deixar a prisão em São Paulo, resolveu debochar publicamente de todos nós. Com uma frieza que gela a alma, a mesma que exalava nos vídeos onde torturava seres indefesos, ela se limitou a dizer que está contribuindo com as investigações, sem esboçar um único sinal de arrependimento ou humanidade diante das lentes que a cercavam.
Estamos falando de um mercado da morte meticulosamente planejado e executado dentro de um apartamento no centro da capital paulista. Nesse cenário macabro, coelhos, pintinhos e gatos eram esmagados sob os pés da empresária para satisfazer o sadismo de compradores europeus, que pagavam valores entre 20 e 50 euros por cada registro de agonia, dependendo do nível de crueldade solicitado. Essa engrenagem de sangue e lucro só começou a ruir graças ao olhar atento de uma ONG da Bulgária, que localizou os vídeos na internet e acionou a Polícia Federal brasileira.
A investigação foi cirúrgica e demonstrou a força da inteligência policial, que conseguiu rastrear a criminosa através de tatuagens e marcas específicas em suas pernas que ficavam expostas nas gravações. Na residência de Daiana, os agentes encontraram não apenas os dispositivos eletrônicos usados para o comércio do horror, mas também os próprios sapatos utilizados nas sessões de tortura.
Ver uma pessoa acusada de tamanha monstruosidade saindo pela porta da frente da delegacia com um sorriso irônico e um tom de deboche é um lembrete doloroso de quanto ainda precisamos avançar em nossas leis. Para nós, que lutamos diariamente na causa animal, cada passo livre dessa mulher representa uma afronta à justiça e um desrespeito profundo à vida.