O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a sétima fase da Operação Compliance Zero, realizada em Porto Velho, com foco na investigação de suposto vazamento de informações sigilosas dentro da própria Polícia Federal (PF).
A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça após pedido formulado pela Polícia Federal, que identificou indícios de violação de sigilo funcional durante o andamento das investigações.
Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, o perito João Cláudio Nabas é apontado como suspeito de repassar informações sigilosas para profissionais da imprensa. Ele foi afastado temporariamente de suas funções.
Na manhã desta terça-feira (19), agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão com objetivo de recolher computadores, documentos, celulares e outros dispositivos eletrônicos que possam comprovar o suposto compartilhamento ilegal de dados relacionados à operação.
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Além das buscas, o ministro André Mendonça determinou medidas cautelares diversas da prisão contra o agente investigado. Entre elas, está a suspensão do exercício da função pública enquanto durarem as apurações conduzidas pela Polícia Federal.
De acordo com o STF, a investigação busca esclarecer se o servidor público descumpriu o dever funcional de preservar o sigilo das informações obtidas no exercício do cargo.
As suspeitas envolvem vazamentos ocorridos ainda nas fases iniciais da Operação Compliance Zero, especialmente entre os meses de dezembro e janeiro. Os investigadores trabalham para identificar a extensão das informações compartilhadas e possíveis impactos nas diligências conduzidas pela PF.
Em nota oficial, o Supremo destacou que as medidas autorizadas possuem caráter específico e instrumental, voltado à preservação das investigações, prevenção de novos vazamentos e coleta de provas ainda pendentes.
A Corte também ressaltou que a operação não possui qualquer direcionamento contra jornalistas ou veículos de comunicação. Segundo o comunicado, permanece garantida a liberdade de imprensa e o sigilo constitucional da fonte jornalística.
O episódio reacende o debate sobre segurança de informações sensíveis dentro de órgãos públicos e o impacto de vazamentos em investigações de grande repercussão nacional.