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Mercado do arroz enfrenta pressão no Brasil enquanto estoques globais devem cair, aponta USDA

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O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul continua enfrentando um cenário de forte pressão nos preços, marcado por baixa liquidez nas negociações, cautela dos compradores e resistência dos produtores em aceitar valores menores pela saca do grão.

De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a recente valorização do Real frente ao dólar tem contribuído diretamente para enfraquecer as cotações do arroz brasileiro. Com a moeda norte-americana mais barata, o produto nacional perde competitividade no mercado internacional, reduzindo o ritmo das exportações e diminuindo uma das principais fontes de sustentação dos preços nos últimos meses.

O ambiente de negócios segue travado em diversas regiões produtoras do Sul do país. Enquanto compradores aguardam possíveis recuos adicionais nas cotações, produtores limitam a oferta, apostando em uma recuperação futura do mercado diante das perspectivas globais de menor disponibilidade do cereal.

Ao mesmo tempo, novas projeções divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam um cenário internacional mais apertado para a safra 2026/27. Segundo o órgão, a produção mundial de arroz beneficiado deverá alcançar 537,9 milhões de toneladas, volume 0,9% inferior ao registrado na temporada anterior.

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Apesar da redução produtiva, o consumo global segue em expansão e deve atingir um recorde histórico de 541,3 milhões de toneladas, avanço de 0,7% em comparação com a safra passada. O crescimento da demanda mundial é impulsionado principalmente pelo aumento populacional e pelo maior consumo em países asiáticos e africanos, regiões que concentram grande parte da população dependente do arroz como base alimentar.

Com consumo maior do que a produção, os estoques globais devem sofrer redução. O USDA projeta que os estoques finais mundiais recuem 1,8%, encerrando a safra 2026/27 em 192,7 milhões de toneladas.

A relação entre estoque final e consumo global também deve cair, passando de 36,5% para 35,6%, indicador que costuma ser acompanhado de perto pelo mercado internacional para medir o nível de abastecimento e o risco de volatilidade nos preços.

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26, reforçando a percepção de um mercado mais ajustado nos próximos meses. Ainda assim, analistas avaliam que fatores cambiais e o ritmo lento das exportações continuam sendo determinantes para o comportamento dos preços internos no curto prazo.

Especialistas do setor destacam que, caso o dólar volte a subir e a demanda externa se fortaleça, o arroz brasileiro poderá recuperar competitividade rapidamente, especialmente diante da perspectiva global de estoques menores.

Enquanto isso, produtores seguem atentos ao cenário internacional e às oscilações cambiais, em um mercado que vive um momento de equilíbrio delicado entre oferta, demanda e rentabilidade.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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