Levantamento citado pela TV Cultura aponta que sete dos dez agrotóxicos mais comercializados no Brasil são proibidos na União Europeia devido a riscos associados à saúde humana e ao meio ambiente.
Entre os motivos que levaram às restrições europeias estão possíveis efeitos cancerígenos, riscos de malformações fetais e alterações no sistema hormonal. Apesar das proibições, alguns desses produtos são fabricados por empresas europeias e continuam sendo comercializados no mercado brasileiro.
O Brasil é apontado como um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, cenário que tem provocado debates sobre os diferentes padrões regulatórios adotados por países produtores e consumidores.
A pesquisadora Larissa Bombardi, do Laboratório de Agroecologia da Universidade Livre de Bruxelas, analisa o tema e utiliza o termo “colonialismo químico” para discutir a circulação de substâncias que enfrentam restrições em países desenvolvidos, mas permanecem disponíveis em outras regiões.
O debate envolve questões relacionadas à segurança alimentar, proteção ambiental, saúde pública e aos critérios utilizados para autorizar a comercialização desses produtos em diferentes países.