O estado de São Paulo confirmou 300 casos de mpox em 2026, sem registro de mortes pela doença. Desse total, 197 diagnósticos foram identificados na capital paulista. Os dados são da Secretaria Estadual da Saúde e apontam para um aumento recente das infecções, com 67 novos casos confirmados desde 4 de outubro.
O número registrado em São Paulo representa aproximadamente 22% dos casos contabilizados em toda a região mencionada no levantamento. O avanço das notificações colocou as autoridades sanitárias em alerta para acompanhar a circulação do vírus e evitar novas cadeias de transmissão.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que mantém o monitoramento epidemiológico, com realização de exames laboratoriais, investigação de casos suspeitos e rastreamento de possíveis contatos. O objetivo é identificar rapidamente novas infecções e orientar os serviços de saúde sobre os procedimentos necessários.
Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP), Tatiana Lang, as equipes continuam acompanhando o cenário e preparando as unidades de saúde para reconhecer e notificar possíveis casos.
Ministério da Saúde reforça estoques de vacinas
Diante do crescimento das infecções, o Ministério da Saúde autorizou, na quarta-feira (4), a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox. A medida busca reforçar os estoques disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar a capacidade de resposta diante do avanço da doença.
Além de São Paulo, o Rio de Janeiro também apresenta aumento de notificações, ampliando a preocupação das autoridades sanitárias com a circulação do vírus no país.
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, inchaço dos linfonodos e lesões cutâneas.
A orientação é procurar atendimento de saúde diante de sintomas suspeitos e evitar contato próximo com outras pessoas até receber avaliação profissional. O diagnóstico precoce e o acompanhamento dos casos são importantes para reduzir a transmissão.