A Itaipu Binacional mantinha aproximadamente R$ 1 bilhão em recursos depositados no Ueno Bank, instituição financeira paraguaia que entrou em colapso e desencadeou uma crise no sistema financeiro do país. O episódio provocou consequências políticas e econômicas no Paraguai, incluindo o impeachment e a prisão do ex-presidente Santiago Peña, conforme informações divulgadas na reportagem.
Em comunicado publicado nas redes sociais neste sábado (7), a empresa informou que a margem paraguaia da usina possuía US$ 163,8 milhões e outros 115,2 bilhões de guaranis depositados no banco. Somados, os valores correspondem a aproximadamente US$ 182,2 milhões, equivalentes a R$ 1,003 bilhão, considerando a cotação do dólar de sexta-feira (6).
Segundo a companhia, o montante representa 7,6% dos recursos recebidos por meio de remessas brasileiras desde janeiro de 2025, período em que começaram as operações da Itaipu com o Ueno Bank.
A empresa também informou que, entre 2024 e 2026, foram enviados US$ 2,409 bilhões ao Paraguai, em um período marcado por níveis históricos de disponibilidade de caixa no país.
De acordo com o comunicado, os recursos depositados no banco incluem receitas recebidas da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) e transferências realizadas entre contas da própria entidade. As movimentações tinham como finalidade garantir o cumprimento de obrigações contratuais e compromissos financeiros.
Apesar da exposição bilionária à instituição financeira, a Itaipu afirmou que a situação não compromete o desenvolvimento normal de suas atividades. A empresa informou ainda que adotará medidas para tentar recuperar os valores depositados.
O caso chama atenção pelo volume de recursos públicos e empresariais envolvidos e pelos possíveis impactos financeiros da crise bancária sobre as instituições paraguaias.