Com uma fortuna superior a US$ 200 bilhões, Mark Zuckerberg, fundador da Meta, pretende destinar a maior parte de seu patrimônio a iniciativas sociais e científicas, em vez de concentrá-lo na herança de suas três filhas. A decisão faz parte de um compromisso anunciado em 2015 ao lado de sua esposa, Priscilla Chan.
Na ocasião, o casal anunciou que pretende doar, ao longo da vida, 99% de suas ações do Facebook, atualmente chamado Meta, por meio da organização Chan Zuckerberg Initiative (CZI). A proposta é utilizar os recursos para apoiar projetos voltados à ciência, educação, saúde e desenvolvimento humano.
Diferentemente de instituições filantrópicas tradicionais, a CZI foi estruturada como uma empresa de responsabilidade limitada (LLC). Esse formato permite que a organização financie iniciativas sem fins lucrativos, invista em pesquisas e também apoie empresas com objetivos comerciais.
Um dos principais focos recentes da iniciativa é a pesquisa biomédica, especialmente projetos que utilizam inteligência artificial para acelerar descobertas científicas e ampliar a compreensão de doenças.
Apesar do compromisso de doação, Zuckerberg não abriu mão do controle sobre a Meta. Ele mantém aproximadamente 13% das ações da companhia, mas sua participação possui direitos especiais de voto, que lhe garantem o controle da maioria das decisões corporativas.
A iniciativa reflete uma estratégia de filantropia de longo prazo adotada por alguns dos maiores bilionários do mundo: utilizar parte significativa de suas fortunas para financiar projetos de impacto social, científico e tecnológico, em vez de transferir integralmente esses recursos às próximas gerações.