Uma proposta aprovada pelo Senado Federal voltou a colocar em pauta os rumos da política energética brasileira. A medida amplia a contratação de usinas termelétricas movidas a gás natural, fortalecendo a participação dos combustíveis fósseis na geração de energia elétrica e levantando discussões sobre seus impactos econômicos e ambientais.
Para especialistas do setor, a decisão pode resultar em aumento dos custos de geração de energia, já que as termelétricas costumam operar com custos mais elevados do que fontes renováveis, como a solar e a eólica. Caso essas despesas sejam repassadas ao sistema, consumidores poderão sentir os efeitos nas próximas tarifas de energia elétrica.
Outro ponto de atenção é a expansão da infraestrutura voltada ao gás natural. A expectativa é que a medida incentive novos investimentos nesse segmento, ao mesmo tempo em que pode reduzir o ritmo da transição para uma matriz energética com menor emissão de gases de efeito estufa.
O tema também gera preocupação entre especialistas em meio ambiente, que avaliam que a ampliação da participação dos combustíveis fósseis pode dificultar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil para redução das emissões de carbono. A proposta ainda faz parte do processo legislativo e poderá passar por novas etapas antes de produzir efeitos práticos.