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Polícia francesa faz buscas em escritórios do X por suspeita de pornografia infantil e deepfakes

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Os escritórios da rede social X na França foram alvo de buscas na manhã desta terça-feira (3), em operação conduzida pelo Ministério Público de Paris com apoio da polícia francesa. A ação integra uma investigação preliminar que apura supostos crimes envolvendo disseminação de pornografia infantil, produção de deepfakes e outras infrações relacionadas ao uso da plataforma.

Segundo a Procuradoria, a unidade de crimes cibernéticos atua em conjunto com a Unidade Nacional de Cibersegurança e com a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial. O inquérito foi aberto em janeiro de 2025 e ampliado posteriormente após novas denúncias.

O Ministério Público informou que enviou intimações para depoimentos voluntários a Elon Musk, proprietário do X, e a Linda Yaccarino, ex-CEO da empresa. Ambos foram convocados na condição de gestores da plataforma à época dos fatos investigados.

Funcionários do X na França também foram intimados a prestar esclarecimentos como testemunhas. As oitivas estão previstas para abril de 2026, em Paris.

Até a última atualização, a empresa não havia se manifestado oficialmente sobre a operação.

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O inquérito apura suposta cumplicidade na manutenção e disseminação de imagens pornográficas envolvendo menores, deepfakes sexualmente explícitos, além de conteúdos ligados à negação de crimes contra a humanidade e manipulação de sistemas automatizados de dados.

Em comunicado publicado na própria rede social, a Procuradoria de Paris confirmou a operação e anunciou que deixará a plataforma, convidando usuários a acompanharem suas comunicações em outros canais oficiais.

Segundo os promotores, a investigação busca assegurar que o X cumpra a legislação francesa ao operar no território nacional. A apuração teve início após denúncia de um parlamentar francês, que alegou possível distorção de sistemas automatizados de dados por meio de algoritmos enviesados.

Posteriormente, novas denúncias levaram à ampliação do caso, incluindo questionamentos sobre o funcionamento do chatbot de inteligência artificial Grok, que teria disseminado deepfakes de conteúdo sexual e publicado mensagens negacionistas.

A movimentação ocorre em meio a um cenário de crescente pressão regulatória na Europa sobre grandes empresas de tecnologia. Nesta terça-feira, o Reino Unido também anunciou investigação envolvendo o X e o chatbot Grok, especialmente quanto à geração de imagens sexuais não consensuais, inclusive envolvendo menores.

Na semana passada, a União Europeia adotou medida semelhante, reforçando o debate sobre responsabilidade das plataformas digitais na moderação de conteúdo e no uso de inteligência artificial.

Em declarações anteriores, Elon Musk classificou as acusações na França como “investigação criminal motivada politicamente”.

O caso pode intensificar tensões entre autoridades europeias e empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos, especialmente no debate sobre liberdade de expressão, responsabilidade digital e proteção de dados.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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