CentroesteNews
17/09/2025
A Polícia Civil de Mato Grosso registrou um aumento de 27,49% no número de atendimentos prestados a mulheres vítimas de violência doméstica e crimes sexuais em 2024. Os dados constam no “Anuário de Violência Doméstica e Crimes Sexuais – 2024”, lançado nesta terça-feira (16), na sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), em Cuiabá.
Segundo o documento, os casos atendidos subiram de 4.881 em 2023 para 6.223 em 2024, reforçando a importância do acolhimento às vítimas e da atuação especializada da polícia.
Melhorias no atendimento
A delegada titular da DEDM, Judá Maali, afirmou que o aumento reflete a qualidade do atendimento oferecido pelos profissionais, que passaram por capacitações específicas.
“O acolhimento pode representar o primeiro passo para o rompimento do ciclo da violência”, destacou a delegada.
O anuário também aponta que os meses de maio e outubro registraram maior procura, associada ao Dia das Mães e ao Outubro Rosa, momentos em que as mulheres se tornam mais conscientes da própria situação. Além disso, a segunda-feira foi identificada como o dia com maior número de atendimentos nas unidades especializadas.
Perfil das vítimas
Entre os 6.223 casos registrados em 2024:
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62% das vítimas possuem ensino médio ou superior (3.858);
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55% são pretas ou pardas (3.423);
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55% têm idade entre 30 e 49 anos (3.423);
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58% recebem de 1 a 3 salários mínimos (3.611).
Perfil dos suspeitos
O levantamento também traçou o perfil dos suspeitos:
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36% possuem ensino médio ou superior (2.240);
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33% são pretos ou pardos (2.054);
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63% têm idade entre 18 e 49 anos (3.919);
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Ocupações variadas, sem concentração em uma única profissão.
Lançamento do Anuário
O evento de divulgação contou com a participação da Coordenadora de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher, Mariell Antonini, e do delegado do Plantão de Violência Doméstica de Cuiabá, Richard Damaceno, que ressaltaram a importância do estudo como ferramenta de planejamento estratégico para políticas públicas de proteção à mulher.
O anuário evidencia a necessidade de ações contínuas de prevenção, acolhimento e orientação, além da importância da denúncia e da consciência social sobre a violência de gênero.