CentroesteNews
29/08/2025
Apesar de representar um dos pilares fundamentais para a economia do Brasil, não há uma personalidade do agro entre os 10 primeiros do ranking Forbes bilionários brasileiros. Em contrapartida, bancos, tecnologia e indústria ocupam esse espaço com nomes poderosos que demonstram crescimento do próprio patrimônio em até 119% em relação ao ano anterior.
Eduardo Saverin (Facebook/Meta)
Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra)
Jorge Paulo Lemann (AB Inbev/3G Capital)
André Santos Esteves (BTG Pactual)
Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM)
Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB Inbev/3G Capital)
Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM)
Miguel Gellert Krigsner (O Boticário)
Alexandre Behring da Costa (3G Capital)
Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or)
O agro, entretanto, aparece representado em posições inferiores do ranking Forbes bilionários brasileiros, inclusive com representação do estado de Mato Grosso. Embora não figure nas primeiras posições, a mato-grossense Lúcia Maggi é uma das representantes do setor na lista completa. A herdeira do Grupo Amaggi, um dos maiores conglomerados de grãos e logística do país, também é uma das poucas mulheres a figurar no ranking nacional. Mais do que isso, o seu destaque se dá exatamente num campo com bastante domínio masculino.
Segundo especialistas, apesar de o agro ser um setor altamente lucrativo e majoritariamente presente na construção do PIB brasileiro, tendo sido responsável por 23,2% do produto interno bruto de todo o país em 2024, o Top 10 do ranking Forbes bilionários brasileiros denota uma realidade um pouco diferente. Afinal, os setores representados pelos ricos listados nessas posições demonstram a concentração de riqueza em áreas que propiciam a multiplicação de fortunas em escala global.
A presença de nomes como o de Lúcia Maggi na lista, mesque fora do top 10 ranking Forbes bilionários brasileiros ainda é um forte inicador do quanto o agro, especialmente do Mato Grosso, tem força econômica do país. Por outro lado, levanta também a questão do acesso à elite bilionária ainda é um desafio, mesmo para estados com produção ostensiva de riquezas. É também uma demonstração do da desigualdade e da concentração de riquezas que é um reflexo de todas as classes do país.
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