O Partido Novo pediu, nesta sexta-feira (4), o arquivamento da investigação envolvendo o ministro do STF André Mendonça. A legenda questiona a validade dos relatórios de inteligência utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes para determinar a abertura da apuração.
Segundo o partido, os documentos apresentam inconsistências, como ausência de datas e assinaturas, além de não estarem em papel timbrado da Polícia Federal. Conforme informações divulgadas pelo Estadão, o próprio relatório afirma não possuir valor probatório.
O Novo também aponta uma possível contradição temporal. Um ofício da PF informa que os relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto, a pedido de Moraes, enquanto a decisão baseada nos documentos é datada de 1º de setembro.
A legenda ainda afirma haver indícios de que o material teria sido produzido com auxílio de inteligência artificial. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, criticou a investigação e disse que sua origem estaria sob suspeita.
A apuração estava inserida no inquérito das fake news, instaurado há mais de sete anos e alvo de críticas de setores que questionam sua legalidade. Nesta sexta-feira, porém, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que o processo envolvendo Mendonça seja retirado do inquérito relatado por Moraes e passe a tramitar sob a relatoria da Presidência da Corte.