O Brasil alcançou um novo recorde nas exportações no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país vendeu US$ 184,77 bilhões em produtos para o exterior, alta de 11,5% em comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), este foi o maior valor registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica.
Apesar do resultado positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos apresentaram uma queda significativa. As vendas para o mercado americano recuaram cerca de 19%, fazendo a participação dos EUA nas exportações brasileiras cair de 12,1% para 9,4%.
O movimento ocorre enquanto o Brasil amplia sua presença em outros mercados internacionais, especialmente na Ásia e na Europa. A diversificação ganha importância diante das negociações entre os governos brasileiro e americano sobre as tarifas aplicadas aos produtos nacionais.
As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos chegam a 25%, além de uma tarifa adicional de 12,5% sobre determinados produtos. Os dois países retomaram as negociações em busca de avanços nas discussões comerciais.
Outro destaque do semestre foi o resultado da balança comercial. O Brasil registrou superávit de US$ 42,4 bilhões, crescimento de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Diante do desempenho, o MDIC também revisou para cima a expectativa para o saldo comercial de 2026. A projeção passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
Os números mostram que, mesmo diante das dificuldades no comércio com os Estados Unidos, o Brasil vem conseguindo ampliar as vendas para outros destinos e reduzir a dependência de um único mercado.