João Batista Vieira dos Santos, apontado pelas autoridades como uma das lideranças de uma facção criminosa em Mato Grosso, foi preso nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai. O investigado era procurado pela Justiça e é alvo da Operação Raspa Brasil.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol), com apoio da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos.
Segundo as investigações, João Batista estava foragido e utilizava documentação falsa para ocultar sua identidade. Essa não seria a primeira vez que ele recorria ao método. Em fevereiro de 2023, o investigado havia sido localizado em Pontes e Lacerda utilizando um documento público falsificado.
O nome dele também aparece em outras investigações conduzidas pelas autoridades. Em outubro de 2025, equipes da GCCO/Draco apreenderam quase duas toneladas de maconha em uma chácara relacionada ao investigado. Na operação, quatro pessoas foram presas.
Suspeita de participação em ações criminosas
João Batista também é investigado por suposta participação em um roubo a instituição financeira conhecido como “Novo Cangaço”.
Outro episódio atribuído às investigações ocorreu em 2022, quando as autoridades apuraram a construção de um túnel de aproximadamente 257 metros em Cuiabá. A estrutura teria sido escavada a partir de uma residência em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE) e, conforme a investigação, seria destinada a uma tentativa de resgate de integrantes da facção presos na unidade.
Investigação sobre raspadinhas ilegais
O investigado também é apontado pela GCCO/Draco como responsável pela administração de recursos da organização criminosa, especialmente dentro do esquema chamado “Raspa Brasil Nacional”.
De acordo com a investigação, ele exerceria a função de coordenador estadual, participando da definição de estratégias financeiras e da expansão da atividade em Mato Grosso. Monitoramentos realizados pelas autoridades teriam registrado João Batista transportando banners e outros materiais utilizados na divulgação das raspadinhas.
Após a prisão em Assunção, o investigado deverá permanecer à disposição da Justiça para os procedimentos relacionados ao mandado de prisão preventiva.