Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --
Compartilhar

Uma nova lei sancionada em Mato Grosso busca ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na criação, educação e sustento dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, instituiu a Campanha Parentalidade Responsável no estado.

A iniciativa pretende divulgar direitos previstos na legislação e incentivar uma participação mais equilibrada de mães e pais na formação das crianças. Entre os princípios estão a proteção integral e o melhor interesse da criança, a igualdade de direitos e deveres dos responsáveis e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.

Segundo a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, parentalidade responsável não significa exigir que os pais sejam perfeitos, mas compreender a importância da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação dos filhos.

Para ela, crianças que crescem em ambientes nos quais se sentem protegidas, amadas e orientadas podem desenvolver recursos importantes, como autonomia, autoestima e maior segurança para lidar com situações da vida.

A especialista também destaca a importância dos limites na educação. Na avaliação dela, carinho e orientação precisam caminhar juntos, já que ensinar uma criança também envolve estabelecer regras de maneira respeitosa.

centro oeste news 3

Licença e divisão das responsabilidades

A campanha também prevê a divulgação de informações sobre o Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008. A legislação estadual determina que sejam divulgados benefícios relacionados à prorrogação da licença-maternidade e da licença-paternidade, além da possibilidade de redução da jornada de trabalho em determinadas condições.

Para Michelle, mais tempo disponível após o nascimento pode favorecer a adaptação da família, a criação de vínculos e a organização da nova rotina, embora a ampliação da licença, sozinha, não seja suficiente para garantir melhores condições emocionais.

Outro ponto destacado pela psicóloga é a divisão das tarefas dentro de casa. Segundo ela, a participação paterna desde os primeiros meses de vida não deve ser vista como uma ajuda à mãe, mas como parte da própria responsabilidade de ser pai.

“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, afirmou.

A especialista ressalta que os cuidados cotidianos também são oportunidades para fortalecer o vínculo entre pai e filho. Para ela, mudar a ideia de que os cuidados iniciais são predominantemente responsabilidade da mãe pode reduzir a sobrecarga familiar e beneficiar toda a dinâmica da casa.

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.