Em um dos momentos mais tensos da atual crise no Oriente Médio, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou, nesta terça-feira (7), uma resolução que autorizaria o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz.
A decisão veio após vetos da China e da Rússia, dois dos cinco membros permanentes do conselho, países que possuem poder de barrar qualquer proposta, independentemente do apoio dos demais.
O que estava em jogo
A resolução, proposta pelo Bahrein, permitiria que países utilizassem “todos os meios defensivos necessários” para garantir a passagem de navios pela região por pelo menos seis meses.
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O Estreito de Ormuz, atualmente sob forte tensão após ações do Irã, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa por ali, o que transforma qualquer bloqueio em um problema global imediato.
Divisão entre potências
Apesar de ajustes no texto para torná-lo menos rígido, China e Rússia mantiveram oposição firme ao uso da força.
Pequim argumentou ser contra soluções militares e destacou o risco de escalada ainda maior no conflito. Já Moscou criticou o que chamou de proposta “desequilibrada”, afirmando que o texto responsabilizava apenas um dos lados.
A França, que inicialmente também demonstrava resistência, acabou apoiando a versão revisada da proposta.
Clima de tensão extrema
A votação ocorreu em um dia considerado decisivo na guerra. Horas antes, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou ameaças ao Irã, afirmando que poderia desencadear ataques devastadores caso o estreito não fosse reaberto.
Ao mesmo tempo, ataques foram registrados em diferentes regiões do Irã, enquanto o país manteve um discurso firme e desafiador, recusando-se a ceder sob pressão.
Impacto global imediato
O impasse diplomático mantém o bloqueio no Estreito de Ormuz e aumenta a instabilidade nos mercados internacionais.
Com o fluxo de petróleo comprometido, os preços seguem pressionados, o que afeta desde combustíveis até o custo de transporte e alimentos em diversos países.
O que vem agora
China e Rússia sinalizaram que devem apresentar uma nova proposta ao Conselho de Segurança, tentando buscar uma alternativa que evite o uso direto da força.
Enquanto isso, o mundo acompanha com apreensão: qualquer decisão, ou a falta dela, pode ter consequências profundas na economia global e na segurança internacional.