O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou a inclusão do nome do empresário Lourival de França Monário, diretor-presidente da empresa de transporte Transunião, na Difusão Vermelha da Interpol. O empresário é considerado foragido desde a deflagração da Operação Última Parada, realizada no fim de junho pelo MPSP e pela Polícia Civil de São Paulo.
Segundo as investigações, a Transunião teria sido utilizada para ocultar recursos de origem ilícita por meio de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigadores afirmam que um grupo paralelo influenciava decisões da empresa e teria movimentado valores destinados à organização criminosa.
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O Ministério Público também aponta que o capital social da empresa passou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem desses recursos tenha sido esclarecida durante as apurações.
As investigações ainda relacionam o caso a outras operações contra o crime organizado, como a Carbono Oculto e a Operação Mafiusi, que apuram possíveis conexões entre integrantes do PCC e organizações criminosas internacionais. Entre os investigados está Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pelas autoridades como operador financeiro da facção.
Além disso, o nome do vereador paulistano Senival Moura (PT) aparece entre os investigados. Até o momento, as apurações seguem em andamento e os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Caso a inclusão na lista da Interpol seja efetivada, as polícias dos países integrantes da organização serão comunicadas para auxiliar na localização de Lourival de França Monário.