O Republicanos confirmou neste sábado (1º) a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição ao governo de São Paulo, em uma convenção que reuniu aliados e teve a presença do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no palco. O evento, realizado na capital paulista, também oficializou Felício Ramuth (MDB) como candidato a vice-governador e André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) na disputa pelo Senado.
Em um discurso emocionado, Tarcísio agradeceu à mulher, Cristiane Freitas, e lembrou a batalha contra o câncer. Também recordou o início da carreira política ao lado de Jair Bolsonaro, a quem atribuiu a abertura das portas para sua trajetória na infraestrutura nacional. “Nós amamos teu pai. Nós amamos Jair Messias Bolsonaro”, declarou o governador, em um momento que marcou o tom de alinhamento com o bolsonarismo na disputa estadual.
O governador destacou realizações de sua gestão, como os investimentos em saneamento básico e o combate à Cracolândia, na região central de São Paulo, além de obras para melhorar a distribuição de água em um estado que enfrenta baixos níveis no Sistema Cantareira.
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Sem citar nomes, criticou quem “prometeu tudo e entregou nada” e atacou o governo federal, afirmando que São Paulo é um estado grande porque nunca foi governado pelo PT — e que ele e seus aliados não deixarão que isso aconteça.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, relembrou o pai analisando o currículo do “engenheiro Tarcísio” antes da nomeação como ministro e afirmou que existem muitos “Tarcísios” dispostos a ajudar o Brasil, mas também muitos “Lulas e Dilmas” que atrapalham o país.
Defendeu que a eleição seja decidida sem segundo turno e pediu a ajuda de São Paulo para vencer a disputa nacional. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) levantou a possibilidade de vitória de Tarcísio já no primeiro turno e criticou o ex-ministro Fernando Haddad, chamando-o de “professor de nariz empinado incompetente”.
O Republicanos fez coligação no estado com MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo. Apesar da ampla aliança estadual, o partido, assim como PP e União Brasil, manteve a neutralidade em âmbito nacional — embora o presidente estadual da legenda tenha afirmado que o partido apoia Flávio Bolsonaro no estado.