O mercado físico do boi gordo começou a semana em ritmo lento e com pressão sobre os preços em importantes praças pecuárias do país. A postura mais cautelosa dos frigoríficos tem reduzido o volume de negociações, especialmente devido às escalas de abate já abastecidas.
Segundo analistas do setor, esse comportamento costuma ser comum nas segundas e sextas-feiras, quando muitas indústrias diminuem temporariamente o ritmo de compras enquanto avaliam a movimentação do mercado. Ainda assim, a expectativa é de que haja maior atividade comercial ao longo desta terça-feira (19).
No Pará, os preços do boi gordo vêm oscilando entre R$ 335 e R$ 345 por arroba, dependendo da qualidade do animal, distância das plantas frigoríficas e condições de negociação.
Já em Rondônia, as cotações variam entre R$ 330 e R$ 335 por arroba, refletindo um mercado ainda pressionado pelo equilíbrio entre oferta de animais terminados e demanda das indústrias frigoríficas.
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Além da cautela nas compras, o mercado também acompanha a movimentação da carne bovina no atacado. Na Grande São Paulo, os preços da proteína registraram recuo nos últimos dias, fator que influencia diretamente a estratégia dos frigoríficos na compra de animais para abate.
Especialistas apontam que a combinação entre escalas confortáveis, consumo interno ainda moderado e comportamento do atacado contribui para limitar reações mais fortes nos preços do boi gordo neste momento.
Apesar da pressão de curto prazo, o mercado segue atento ao desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, especialmente para a China, principal destino da proteína nacional. O fluxo internacional continua sendo um dos principais sustentadores das cotações no setor pecuário.
Outro ponto monitorado pelos produtores é o comportamento climático nas regiões de pecuária intensiva. Mudanças nas condições das pastagens e no custo da alimentação podem alterar a oferta de animais terminados nas próximas semanas.