O anúncio do governo estadual de incluir as rodovias MT-060 e MT-451 no programa de concessões rodoviárias, abrindo caminho para a instalação de pedágio entre Nossa Senhora do Livramento e Poconé, gerou reação imediata na Assembleia Legislativa.
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O presidente da Casa, deputado Max Russi, classificou a medida como desprovida de sentido e alertou para os impactos que a cobrança pode causar sobre a economia local e o turismo na região do Pantanal. A manifestação ocorreu durante a sessão plenária desta quarta-feira (15), após uma série de parlamentares se posicionarem contrariamente à proposta.
De acordo com Russi, a região atendida pelas rodovias é composta majoritariamente por pequenos agricultores familiares e trabalhadores que dependem do deslocamento diário entre os municípios para escoar a produção e acessar serviços básicos. A imposição de uma tarifa, na avaliação do deputado, representaria um ônus adicional sobre essas famílias e comprometeria o fluxo turístico para uma das regiões de maior apelo ecológico do estado.
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O parlamentar também relatou ter recebido manifestação direta do prefeito de Livramento, Dr. Thiago, igualmente preocupado com os desdobramentos da concessão. “Não tem lógica esse pedágio, não irá agregar para o Estado, só irá prejudicar a população e criar um transtorno muito grande”, afirmou.
O governo havia incluído 124,83 quilômetros das rodovias MT-060 e MT-451 no Lote F da segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias 2023-2026, o que permitiria a transferência da administração dos trechos para a iniciativa privada e a consequente cobrança de pedágio. A pressão política, no entanto, surtiu efeito imediato. O deputado Diego Guimarães, da base governista, comunicou em plenário que o governo deve suspender, ao menos por enquanto, o andamento da proposta.
A gestão estadual também cancelou a audiência pública virtual que estava marcada para o dia 21 de julho para discutir a concessão. Max Russi defendeu que o Parlamento permaneça unido ao lado da população e dos pequenos produtores para impedir que a cobrança se instale naquelas rodovias, em uma posição que encontrou eco entre deputados de diferentes bancadas. Além de impactar diretamente Livramento e Poconé, a medida também afetaria moradores e produtores das comunidades de Cangas, Chumbo, Campina de Pedra e Figueira, que dependem das estradas para acesso a serviços e mercados.